O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta sexta-feira (10) seu relatório mensal de oferta e demanda, trazendo atualizações para as projeções da safra mundial de algodão em 2026/27.
Segundo o documento, a produção mundial da pluma foi estimada em 25,530 milhões de toneladas, acima das 25,266 milhões de t projetadas no relatório anterior. O consumo global também foi revisado para cima, passando de 26,511 milhões de t para 26,552 milhões de t. Já os estoques finais globais tiveram leve alta, de 15,487 milhões de t para 15,507 milhões de toneladas.
Para o Brasil, o USDA elevou a estimativa de produção para 3,919 milhões de toneladas na safra 2026/27, acima das 3,810 milhões de t projetadas em junho. Apesar de permanecer abaixo das 4,082 milhões de t estimadas para 2025/26, o país deve seguir como o principal exportador mundial da commodity, com embarques previstos em 3,266 milhões de toneladas, mantendo a projeção do relatório anterior.
Os estoques finais brasileiros foram revisados para baixo, passando de 862 mil toneladas na estimativa de junho para 742 mil toneladas, refletindo a maior oferta destinada ao mercado externo.
Para os Estados Unidos, o USDA também aumentou a estimativa de produção da safra 2026/27, de 2,896 milhões para 2,983 milhões de toneladas. As exportações norte-americanas foram mantidas em 2,678 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais foram elevados de 806 mil para 893 mil toneladas.
Já para a China, maior produtora mundial de algodão, a projeção de produção foi mantida em 7,294 milhões de toneladas. O consumo doméstico também permaneceu estimado em 9,036 milhões de toneladas, enquanto as importações seguem projetadas em 1,524 milhão de toneladas para a temporada 2026/27.