O Ministério do Comércio da China notificou, nesta segunda-feira (10), que o Brasil ocupou 90% da sua cota de fornecimento de carne bovina em 2026. Com isso, Pequim considera que foram internalizadas 995,4 mil toneladas da proteína brasileira desde 1º de janeiro.

A cota do Brasil dentro da medida de salvaguarda é de 1,106 milhão de toneladas (com tarifa padrão de 12%) – os lotes que ingressarem no país asiático depois de alcançado esse valor serão sobretaxados em 55%.

No início de julho, exportadores brasileiros praticamente cessaram os envios de carne bovina para a China, entendendo que o limite já foi integralmente preenchido, tendo em vista as cargas em trânsito.

No ano que vem, a cota brasileira será levemente revisada para cima, para 1,128 milhão de toneladas; em 2028, sobe para 1,151 milhão de toneladas.

A expectativa do setor frigorífico brasileiro é que a produção de carne bovina voltada ao mercado chinês seja retomada apenas em outubro, para novas exportações em meados de novembro. Assim, as cargas entrarão no país asiático a partir de janeiro do próximo ano e ocuparão a cota de 2027.

A Austrália foi o primeiro país a completar integralmente a sua cota de exportação de 205 mil toneladas de carne bovina para a China, conforme informado por Pequim em 19 de junho. A Argentina, ocupou 50% da sua cota de 511 mil toneladas.