Às 10h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (12), os principais índices acionários de Wall Street registravam perdas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuava 1,28%, aos 46.811,44 pontos; o S&P 500 cedia 0,81%, aos 6.721,05 pontos; e o Nasdaq se desvalorizava 0,74%, aos 22.547,36 pontos.

Por outro lado, no mercado de Treasuries, o rendimento do título de dois anos avançava de 3,661% para 3,682% ao ano. Já o rendimento do título de dez anos subia para 4,243% ao ano.

O mercado de ações dos Estados Unidos segue afetado pelos recentes desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com foco no impacto causado nos preços do petróleo. As cotações do combustível seguem expressivamente impulsionadas pela queda no fornecimento dos países do Golfo Pérsico. 

Mais cedo, o secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, afirmou à CNBC que a marinha do país “não está pronta” para escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, uma vez que há o risco iminente de ataques na região.

Durante a noite, três embarcações estrangeiras foram atacadas no Golfo. O risco do envolvimento dos Houthis, do Iêmen, também impactou nas cotações, já que o grupo paramilitar atua principalmente no Mar Vermelho, rota que está sendo utilizada pela Árabia Saudita para exportar petróleo, em meio ao bloqueio no Estreito de Ormuz. 

Diante da instabilidade do mercado energético, o DJIA segue pressionado pela queda nos papéis do setor. Contudo, os papéis da Chevron (CVX) eram impulsionados na abertura, com forte alta de 1,02%. 

No cenário macroeconômico, o Departamento do Trabalho (DOL) informou, há pouco, que foram registrados 213 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 7 de março, abaixo das 214 mil solicitações esperadas pelo mercado e também registradas na semana passada (dado revisado de 213 mil).

A média móvel de quatro semanas recuou para 212 mil pedidos, queda de 4 mil solicitações frente à leitura anterior (216 mil).

Além disso, o mercado aguarda, às 12h, o discurso da conselheira do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, que pode indicar sinais dos próximos passos na política monetária dos EUA.