Às 10h37 (horário de Brasília) desta quinta-feira (19), os principais índices acionários de Wall Street registravam perdas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) recuava 0,52%, aos 45.983,17 pontos; o S&P 500 cedia 0,69%, aos 6.579,55 pontos; e o Nasdaq anotava queda de 0,66%, aos 21.994,98 pontos.

Por outro lado, no mercado de Treasuries, o rendimento do título de dois anos avançava de 3.779% para 3.845% ao ano. Já o rendimento do título de dez anos valorizava para 4.276% ao ano.

No campo corporativo, as ações da Micron Technology (MU) operavam em queda de 3,21%, pressionadas pelo movimento técnico de realização dos lucros, após a empresa anotar ganhos expressivos nas sessões anteriores em decorrência do resultado trimestral muito acima do esperado pelo mercado. 

No cenário macroeconômico, o mercado segue repercutindo a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed) em manter, na véspera (18), a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Essa foi a segunda reunião consecutiva que a autarquia não mexe na taxa, mantendo-a no nível estabelecido em janeiro. O atual patamar é 0,75 ponto percentual abaixo do observado em março de 2025.

O Departamento do Trabalho (DOL) informou, há pouco, que o país registrou 205 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 14 de março. O resultado veio abaixo da projeção do mercado, de 215 mil pedidos, e das 213 mil solicitações registradas na semana anterior.

A média móvel de quatro semanas recuou para 210,75 mil pedidos, queda de 750 solicitações frente à leitura anterior, que foi revisada para 211,5 mil.

No noticiário internacional, o mercado segue tensionado com a escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo os EUA e Israel contra o Irã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou atacar o campo de gás South Pars, no Irã, após ofensivas iranianas atingirem instalações no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. Os ataques elevaram os preços do petróleo no mercado internacional, ampliando os riscos inflacionários e a volatilidade global.