A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) revisou para cima sua estimativa para a safra argentina de soja 2025/26. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (10), a entidade elevou a projeção de produção de 50 milhões para 51,5 milhões de toneladas.

Com 96% da área já colhida, a nova estimativa representa um aumento de 9,5% em relação às projeções iniciais para a temporada. Segundo a BCR, a revisão foi motivada pela melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras do país, o que resultou em ganhos de produtividade. O rendimento médio nacional foi estimado em 32,1 quintais por hectare.

Para o milho, a bolsa manteve sua projeção em 68 milhões de toneladas, volume que, se confirmado, representará a maior safra da história da Argentina. Até o momento, cerca de 55% da área cultivada já foi colhida.

A estimativa considera uma área de 8,5 milhões de hectares destinada à produção comercial do cereal. O volume projetado supera em 36% a safra anterior e fica cerca de 30% acima do recorde anterior, de 52,5 milhões de toneladas, registrado há dois anos.

A BCR também divulgou sua primeira projeção para a safra argentina de trigo 2026/27, estimada em 20 milhões de toneladas.

A área plantada deverá atingir 6,82 milhões de hectares, configurando o quarto maior plantio dos últimos 17 anos. Considerando uma produtividade média nacional de 30,5 quintais por hectare e uma área não colhida de aproximadamente 250 mil hectares, a produção poderá alcançar a marca de 20 milhões de toneladas em condições climáticas normais.

Apesar do potencial produtivo, a entidade alerta para desafios relacionados aos custos de produção, especialmente dos fertilizantes, tendo vista o uso da ureia como principal insumo.

A BCR destaca ainda que as condições de plantio estão entre as melhores da última década, favorecidas pelos elevados níveis de umidade no solo. Além disso, há expectativa de sustentação dos preços internacionais do trigo diante de problemas climáticos enfrentados por importantes produtores globais, como Estados Unidos, França e Austrália.