Até a 4º semana de julho na comparação com igual mês de 2025, as exportações cresceram 9,7% e somaram US$ 27,59 bilhões no mês, mostra acompanhamento do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgado nesta segunda-feira (27). As importações cresceram 7,0% e totalizaram US$ 21,05 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,54 bilhões, com crescimento de 19,4%, e a corrente de comércio aumentou 8,5%, alcançando US$ 48,63 bilhões.
No acumulado de janeiro até a 4º semana de julho na comparação com igual intervalo de 2025, as exportações cresceram 11,2% e somaram US$ 212,36 bilhões. As importações cresceram 5,4% e totalizaram US$ 163,46 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 48,90 bilhões, com crescimento de 36,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,6%, atingindo US$ 375,82 bilhões.
Setores e Produtos
Até a 4º semana de julho, o desempenho dos setores no mês foi o seguinte: crescimento de 14,3% em Agropecuária, que somou US$ 6,40 bilhões; crescimento de 11,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 6,48 bilhões e, por fim, crescimento de 6,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 14,50 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 18,3%), Soja ( 24,6%) e Algodão em bruto ( 33,9%) na Agropecuária; Minérios de níquel e seus concentrados ( 88,0%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 85,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (31,4%) na Indústria Extrativa ; Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (43,4%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais ( 42,3%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 73,6%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-20,7%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-4,6%) e Café não torrado (-20,4%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-14,3%), Minério de ferro e seus concentrados (-10,5%) e Minérios de cobre e seus concentrados (-29,5%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-19,9%), Veículos automóveis de passageiros (-33,8%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-49,8%) na Indústria de Transformação.
Importações
Até a 4º semana de julho, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -9,8% em Agropecuária, que somou US$ 0,35 bilhões; crescimento de 29,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,02 bilhões e, por fim, crescimento de 6,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 19,54 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (11,6%), Cevada, não moída ( 11,2%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 57,0%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base (113,9%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 34,5%) e Gás natural, liquefeito ou não ( 23,0%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 38,6%), Máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos (230,2%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (52,4%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos ( -5,8%), Soja (-55,6%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-42,9%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) ( -8,0%), Pedra, areia e cascalho (-17,7%) e Linhita e turfa (-30,7%) na Indústria Extrativa ; Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-16,6%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-75,7%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-90,1%) na Indústria de Transformação.