A sinalização dada por Magda Chambriard de que a Petrobras prepara um reajuste na gasolina reforça a percepção de que o aumento é apenas questão de tempo. O ponto mais relevante da declaração foi o reconhecimento explícito de que a estatal está calibrando o reajuste olhando diretamente para a competitividade do etanol. Ao afirmar que a gasolina “compete com o etanol” e destacar a recente queda do biocombustível no mercado brasileiro, Magda indicou que a Petrobras busca evitar uma migração abrupta de consumo e perda de market share. Na prática, a combinação de gasolina mais cara e etanol em trajetória de queda amplia o espaço para avanço do biocombustível nas bombas, sobretudo nos Estados em que a relação de paridade já favorece o hidratado. O governo vem tratando os biocombustíveis como instrumento de amortecimento diante da pressão provocada pela alta do petróleo e deve aprovar o E32 e o B16. A Petrobras confia que o PLP dos combustíveis ajudará a manter seu market share, mantendo sua competividade frente ao etanol. Hoje, em Nova York, a relatora Marussa Boldrin deixou claro que pretende dar destinações diferentes para a receita extraordinária do petróleo para além do que o governo previu no PLP, o que contraria o Ministério da Fazenda.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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