Às 9h35 (horário de Brasília) desta quarta-feira (2), o contrato de novembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em forte baixa de 16,00 pontos e 1,21%, cotado a US$ cents 1.301,75/bushel. O vencimento de janeiro de 2027 recuava 15,75 pontos e 1,18%, a US$ cents 1.317,00/bushel. Por outro lado, os ativos acumulam ganhos na parcial da semana, de 1,11% e 1,15%, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o óleo se desvalorizava 0,70%, enquanto o farelo recuava 1,53%.
Milho
O contrato de dezembro do milho negociado na CBOT cedia 8,75 pontos e 1,60%, negociado a US$ cents 537,25/bushel; o de março de 2027 perdia 8,25 pontos e 1,47%, a US$ cents 552,00/bushel. Na parcial semanal, ambos os ativos acumulam baixa de 0,14%.
Trigo
O contrato de dezembro do trigo negociado em Chicago recuava 8,75 pontos e 1,12%, cotado a US$ cents 773,75/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 1,34%. Já na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês cedia 13,00 pontos e 1,54%, a US$ cents 832,25/bushel – perda semanal de 1,42%.
Fundamentos de mercado
Nesta manhã, as commodities agrícolas eram pressionadas por um movimento generalizado de realização de lucros, após os ganhos registrados nas sessões anteriores.
Ao mesmo tempo, o mercado segue atento aos riscos de interrupção do fluxo de grãos e oleaginosas pelo Mar Negro, diante da continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Os investidores também monitoram a guerra entre Estados Unidos e Irã. Segundo relatos da imprensa, Teerã retaliou novos ataques norte-americanos durante a noite, atingindo alvos no Kuwait, Jordânia e Bahrein.
Além disso, um navio-tanque que transitava pelo Estreito de Ormuz foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto tentava deixar a hidrovia, segundo a UK Maritime Trade Operations. Não houve relatos de vítimas.
A escalada do conflito tem impulsionado os preços do petróleo no mercado internacional, movimento que tende a melhorar a competitividade dos biocombustíveis produzidos a partir de matérias-primas agrícolas e oferece algum suporte ao complexo da soja e milho.
Nos Estados Unidos, o clima também permanece no radar. Mapas do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) indicam alertas de calor extremo para áreas do sudeste de Iowa, noroeste de Illinois e nordeste do Missouri. Os avisos também permanecem em vigor até sábado em partes do sul de Illinois e Missouri, além de áreas de Indiana e Kentucky.
“Esta semana de calor extremo e perigoso não mostra sinais de arrefecimento”, informou o NWS, acrescentando que as temperaturas elevadas, combinadas à umidade, aumentam os riscos associados ao período prolongado de calor.