Às 9h25 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava estabilidade com viés de alta (1,00 ponto e 0,09%), cotado a US$ cents 1.166,25/bushel. Já o vencimento de novembro apresenta viés negativo (0,25 ponto e -0,02%), a US$ cents 1.183,00/bushel.

Por outro lado, na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 0,60% e 0,57%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o farelo ganhava 0,45%, enquanto que o óleo recuava 0,10%.

Milho

O contrato de setembro do milho negociado na CBOT recuava 3,00 pontos e 0,66%, cotado a US$ cents 454,00/bushel, mas com ganho semanal de 3,47%. O vencimento de dezembro desvalorizava na mesma intensidade, a US$ cents 477,75/bushel – ganho na semana de 3,46%.

Trigo

O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago subia 3,50 pontos e 0,54%, cotado a US$ cents 656,25/bushel, com ganho semanal parcial de 2,58%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês avançava 4,75 pontos e 0,66%, a US$ cents 725,50/bushel – avanço semanal de 1,61%.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, os investidores seguem repercutindo o relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado ontem. O documento foi o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.

Para a soja dos EUA, o USDA reduziu a estimativa dos estoques finais de 2025/26 para 8,85 milhões de toneladas, ante 8,98 milhões projetados anteriormente. Para 2026/27, por outro lado, a projeção foi elevada de 8,44 milhões para 8,71 milhões de toneladas.

Em relação à produção, o departamento estima uma colheita norte-americana de 122,99 milhões de toneladas de soja em 2026/27, crescimento de 6% frente às 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e, segundo o relatório, o maior volume da série histórica.

No milho, o USDA elevou marginalmente a estimativa para a produção dos EUA em 2026/27, de 406,42 milhões para 406,75 milhões de toneladas. Apesar da revisão, o volume representa queda de 6% frente ao recorde de 432,34 milhões de toneladas da temporada 2025/26 e seria o segundo maior da série histórica.

Em contrapartida, o departamento reduziu a projeção para os estoques finais norte-americanos de milho em 2026/27, de 45,46 milhões para 41,98 milhões de toneladas. Para o encerramento de 2025/26, a estimativa também caiu, de 51,31 milhões para 49,40 milhões de toneladas.

Para o trigo, o USDA reduziu a projeção dos estoques finais de 2026/27 de 19,66 milhões para 19,51 milhões de toneladas. A estimativa de produção norte-americana também foi revisada para baixo, de 41,81 milhões para 41,66 milhões de toneladas.

No campo climático, mapas do Serviço Nacional de Meteorologia norte-americanos (NWS) indicam alertas de inundações no leste do Corn Belt, risco de tempestades severas em Iowa e temperaturas elevadas em diversos estados, de Nebraska até a Costa do Golfo.

No cenário geopolítico, os investidores continuam acompanhando as incertezas envolvendo as negociações entre EUA e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, além da intensificação dos ataques envolvendo Rússia e Ucrânia, que mantém preocupações sobre o transporte de grãos pelo Mar Negro.

No radar, o USDA divulga mais tarde os dados semanais de vendas para exportação, além da atualização das condições de seca nas principais áreas agrícolas dos EUA.