A produção de açúcar da Argentina deve alcançar as 2 milhões de toneladas na safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da disponibilidade de cana-de-açúcar devido à melhores condições climáticas, segundo relatório do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires.

No comparativo com a temporada passada, a produção açucareira argentina deve crescer 9%. O USDA também prevê um aumento nas exportações de 15%, a projeção é que os embarques alcancem as 600 mil toneladas na temporada 2026/27.

Entre o volume exportado, o país deve enviar 150 mil toneladas de açúcar bruto e 450 mil toneladas de açúcar refinado. O principal mercado do açúcar bruto argentino são os Estados Unidos, enquanto que o produto refinado é majoritariamente destinado para o Chile.

De acordo com o adido do USDA, a safra de cana-de-açúcar deve chegar a aproximadamente 26,5 milhões de toneladas em 2026/27, frente a cerca de 25,1 milhões de toneladas na atual temporada.

O órgão norte-americano avalia que um aumento marginal da área de plantio da cana para a safra 2026/27 (422 mil hectares), redução de eventos climáticos adversos e a consolidação da indústria de açúcar da Argentina são alguns dos fatores que explicam o a expansão do mercado açucareiro.

O relatório também destaca que o setor sucroenergético argentino continua fortemente integrado à produção de etanol, o que influencia a alocação da cana entre açúcar e o biocombustível. A previsão do USDA, é que a fabricação de etanol da Argentina em 2026/27 alcance aproximadamente os 630 milhões de litros.

O consumo doméstico de açúcar permanecerá relativamente estável em 2026/27, estimado em torno de 1,4 milhão de toneladas, o que permite ampliar o excedente exportável. Quanto à demanda interna pelo biocombustível oriundo da cana-de-açúcar, 570 milhões de litros devem atender ao público em geral e 60 milhões de litros devem ser utilizados como insumo industrial.