A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) divulgou nesta quinta-feira (13) novas projeções para a produção de grãos da Argentina, com atualizações para as safras 2025/26 e 2026/27.
Para o milho 2025/26, a entidade estima uma produção de 70,5 milhões de toneladas, considerando ajustes na área cultivada e perdas de produtividade provocadas pela infestação de cigarrinhas, acima da projeção anterior de 68 milhões de toneladas.
Para a temporada 2026/27, a BCR projeta redução de 7,3% na área plantada com milho, equivalente a cerca de 600 mil hectares. Ainda assim, os 10,4 milhões de hectares previstos representariam a segunda maior área destinada ao cereal na história da Argentina, com uma colheita de cerca de 66 milhões de toneladas.
Em sentido contrário, a área destinada à soja deve voltar a crescer, impulsionada principalmente pelos problemas recorrentes com a cigarrinha no milho e pelos elevados custos de transporte do cereal.
A BCR estima aumento de cerca de 600 mil hectares no plantio da oleaginosa, levando a área para aproximadamente 16,7 milhões de hectares. Caso a projeção se confirme, considerando produtividade média de 29,1 quintais por hectare e as perdas de área, a Argentina poderá colher 48 milhões de toneladas de soja.
Para o trigo, as condições das lavouras são consideradas excelentes em grande parte do país, levando produtores de algumas regiões a ampliar a aplicação de nitrogênio.
Com área estimada em 6,95 milhões de hectares e cerca de 250 mil hectares considerados não colhíveis, a BCR mantém a projeção de produção argentina em 20,5 milhões de toneladas, sob condições climáticas normais.