A Argentina deve cultivar 8,4 milhões de hectares de milho na safra 2026/27, área igual à registrada no ciclo anterior, informou nesta terça-feira (25) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).

Segundo a entidade, apesar dos efeitos esperados do El Niño, não são previstas mudanças significativas na área destinada ao cereal. O fenômeno tem contribuído para melhorar a disponibilidade de água em grande parte das regiões agrícolas, favorecendo as perspectivas para a cultura.

Por outro lado, a BCBA alertou que o excesso de chuvas nas áreas do leste pode atrasar os trabalhos de campo e aumentar a incidência de pragas e doenças. Em algumas áreas do sul, a elevada umidade do solo também poderá retardar o plantio.

Regionalmente, a entidade espera uma redução da área cultivada no norte da Argentina, onde as preocupações com a cigarrinha-do-milho têm desestimulado os produtores. Em contrapartida, são esperados aumentos moderados nas regiões centrais, beneficiadas pela maior disponibilidade de umidade no solo.

Além das condições climáticas e fitossanitárias, os custos de produção permanecem como um desafio. Segundo a Bolsa, o milho exige investimentos iniciais elevados, enquanto as despesas com diesel e fertilizantes continuam pesando sobre as decisões dos produtores.