O Ministério do Comércio da China notificou, nesta quarta-feira (05), que as importações de carne bovina da Argentina bateram 50% da cota de salvaguarda estabelecida este ano por Pequim. O número não considera as cargas em trânsito; apenas as que foram internalizadas sob alguma fiscalização alfandegária desde 1º de janeiro.

No final do ano passado, a China estabeleceu cotas anuais e individuais de importação para seus principais fornecedores de carne bovina, visando proteger os produtores locais, que enfrentam um cenário de excesso de oferta. As cargas que extrapolarem a cota serão sobretaxadas em 55%.

A Argentina recebeu uma cota de 511 mil toneladas para 2026; para 2027 e 2028, esse número aumentará para 521 e 532 mil toneladas, respectivamente.

O Brasil recebeu uma cota de 1,106 milhão de toneladas para esse ano e já ocupou 79% (872,25 mil toneladas) até o final de junho, segundo os dados mais recentes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). No entanto, a leitura do mercado é de que o limite já foi integralmente preenchido, tendo em vista as cargas em trânsito.

A Austrália foi o primeiro país a completar integralmente a sua cota de exportação de 205 mil toneladas de carne bovina para a China, conforme informado por Pequim em 19 de junho.