A quebra da safra do arroz impactou significativamente o desempenho do grão nas exportações brasileiras. De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio Exterior, o volume comercializado caiu mais de 27% em 2016, somando um pouco mais de 697 mil toneladas exportadas.

Apesar disso, o setor conseguiu conquistar novos mercados. Como é o caso da Venezuela que iniciou as importações do arroz brasileiro no ano passado, somando quase 16 mil toneladas compradas. Já os Estados Unidos aumentaram as compras, passou de 18 mil em 2015 para mais de 20 mil toneladas, em 2016.
O México é a grande expectativa para o ano de 2017. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz, depois de quase três anos de negociação, o Brasil deve começar a exportar para os mexicanos ainda nesta safra. Um dos maiores consumidores do cereal, o acordo entre os dois países pode representar uma alta de até 15% na produção nacional.
No mercado interno, a safra segue dentro da normalidade. Só o Rio Grande do Sul, estado maior produtor de arroz, deve produzir 8,4 milhões de toneladas. Já os preços devem ser mais remuneradores, já que a área plantada vai reduzir nesta temporada segundo indicativos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).