O contrato de dezembro/26 do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (1º) em forte alta de 8,25 pontos e 1,53%, cotado a US$ cents 546,00/bushel; o de março/27 subiu 8,00 pontos e 1,45%, a US$ cents 560,25/bushel.
Após iniciarem o dia em baixa, com o mercado realizando lucros, os preços do cereal acabaram ganhando força, sustentados pela disparada de mais de 5% do petróleo no mercado internacional. A valorização do combustível fóssil aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Também deram suporte as incertezas sobre a nova safra norte-americana. Em boletim diário publicado mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou que o calor do fim do verão está favorecendo a maturação das culturas. Em 30 de agosto, 13% das lavouras norte-americanas de milho já havia atingido a maturidade completa, ritmo em linha com a média dos últimos anos.
Quanto às condições das lavouras, 57% foram classificadas como boas/excelentes, percentual estável frente à semana anterior, mas 12 p.p. abaixo do registrado em igual período de 2025. Outros 26% estão em condição regular e 17% foram avaliadas como ruins/muito ruins.
“As temperaturas máximas de hoje chagaram a cerca de 38°C em áreas ao norte e ao centro de Illinois. Tempestades apresentam atividade moderada na faixa norte do Cinturão do Milho, com aumento gradual do risco de ocorrência de fenômenos meteorológicos severos”, afirma o USDA.
No radar, a finalização da colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (28) mostra que os trabalhos ultrapassaram 95%, enquanto o plantio da safra de verão 2026/27 já tem início pontualmente na região Sul do país.
Na Argentina, a colheita da temporada 2025/26 se aproxima de 90%, com entidades agrícolas locais projetando um volume recorde de produção, apesar do atraso causado pela elevada umidade das lavouras.