Lideranças da indústria automotiva, autoridades, executivos do setor, acadêmicos, destacaram, nesta terça-feira (9), no Anfavea Visions, na capital paulista, o estágio de maturidade e o potencial ainda a ser explorado dos biocombustíveis como trunfos do Brasil na agenda global da mobilidade sustentável. O evento organizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) acontece até esta quarta (10).

Na abertura do encontro, o presidente da entidade, Igor Calvet, assinalou que o Brasil tem a liderança mundial em biocombustíveis. O economista Eduardo Gianetti da Fonseca emendou acrescentando que “temos uma dotação única no planeta para energia limpa, que se traduz, por exemplo, no etanol”.

Nesta agenda, o presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, Ariel Montenegro, disse que os biocombustíveis, em particular o etanol, a matriz energética limpa nacional são importantes fatores para o desenvolvimento do setor automobilístico do país. Por sua vez, o presidente do Sindipeças, Cláudio Sahad, alertou para a necessidade de políticas públicas que assegurem o avanço das diversas fontes de energia limpa, “senão corremos o risco de perder este diferencial”.

Ademais, o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Campos, acentuou que o modelo de sucesso dos biocombustíveis no Brasil, desde o Proálcool há 50 anos, se configurou no maior “show room” global da transição energética e descarbonização.

O padrão brasileiro, registrou, é o de menor pegada de carbono que existe, considerando o conceito do poço à roda. “E não é só o etanol, é o biodiesel, o biogás, e assim por diante. Há uma enorme sinergia entre o que é feito no agro na temática das energias renováveis com a indústria automobilística”, finalizou.