Recente reportagem da mídia dos Estados Unidos especializada no agro trata do crescimento da agricultura na América Latina, com destaque para o Brasil, pontuando o nosso agronegócio como um grande produtor de grãos e de carnes, e de que o setor rural tem mais participação no PIB brasileiro na comparação com a realidade dos EUA.

No entanto, o conteúdo, publicado no “Agrimoney”, acentua que além do Brasil, outros países, especialmente México, Colômbia e, obviamente, a Argentina têm setores agrícolas fortes. “Os agricultores dos EUA podem encontrar oportunidades de negócios aprendendo com os vizinhos latino-americanos”, diz a nota.
A agricultura mexicana é forte nos segmentos de frutas e vegetais, com boa integração tecnológica com os EUA, diz Pablo Sherwell, chefe de pesquisa e consultoria em alimentos e agronegócios do Rabobank na América do Norte.
Adiante, o material ressalta a diversidade da agricultura desenvolvida na Argentina e frisa que a diminuição dos impostos nas exportações agrícolas – medida tomada pelo governo de Maurício Macri – pode dar novo impulso aos produtos argentinos no mercado internacional.
“Este cenário oferece aos agricultores uma melhor perspectiva sobre as projeções de médio e longo prazo”, afirma Alejandra Sarquis, gerente de pesquisa para originação e negociação na Molinos Agro S.A. em Buenos Aires. “Se esta política for mantida, os agricultores argentinos plantarão mais grãos na próxima década, podendo cultivar em 2025 entre 65 e 73 milhões de toneladas de soja.”
Constanza Valdes, economista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) afirma que a Colômbia vive uma mudança econômica que está sendo puxada, em parte, pela agricultura, principalmente pelas culturas de café, milho, arroz e cana-de-açúcar. Além disso, Constanza cita também parcerias comerciais e o acordo de paz com as Farc como dois outros fatores de alavancagem para agricultura colombiana.