O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (11) em forte alta de 12,25 pontos e 1,02%, cotado a US$ cents 1.214,00/bushel. O vencimento de julho subiu na mesma intensidade, a US$ cents 1.227,25/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo e o farelo subiram 2,35% e 0,29%, nesta ordem.
Neste pregão, as cotações foram impulsionadas pela valorização do óleo vegetal, reflexo da recuperação do petróleo bruto após a queda expressiva registrada no dia anterior. O movimento ocorre em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A alta do petróleo tende a beneficiar o complexo da soja, já que o óleo da oleaginosa é amplamente utilizado na produção de biodiesel, aumentando a demanda por óleos vegetais.
Outro fator de suporte veio do relatório mensal de oferta e demanda agrícola (Wasde), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O documento trouxe um corte na estimativa de produção de soja da Argentina, revisada de 48,5 milhões para 48,0 milhões de toneladas.
Além disso, o USDA reduziu a projeção de estoques finais globais da safra 2025/26. A produção mundial da oleaginosa passou a ser estimada em 427,18 milhões de toneladas, redução de 1 milhão de toneladas em relação ao relatório anterior.
Agora, o mercado volta as atenções para a divulgação das estimativas de área plantada nos Estados Unidos para a safra 2026/27, que deve orientar as expectativas de oferta para o próximo ciclo.
Milho
O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou em alta de 8,00 pontos e 1,77%, cotado a US$ cents 460,25/bushel. O vencimento de julho ganhou 8,75 pontos e 1,89%, a US$ cents 472,00/bushel. No entanto, na parcial da semana, os futuros encerraram em direções mistas com viés de baixa (-0,05%) e alta de 0,21%, respectivamente.
O cereal recebeu suporte das expectativas de que produtores norte-americanos possam reduzir a área plantada na próxima temporada. O cenário está ligado ao aumento dos custos de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis, após o fechamento do Estreito de Ormuz em meio ao conflito no Oriente Médio.
Com a disparada dos custos de produção, parte dos agricultores que chegaram à janela de plantio da primavera com menor disponibilidade de caixa pode optar por reduzir a área de milho.
Do lado dos fundamentos, o Wasde de março trouxe estimativas maiores para os estoques finais globais de milho tanto para a safra 2024/25 quanto para 2025/26.
Além disso, a produção mundial do cereal na temporada atual foi elevada de 1,295 bilhão para 1,297 bilhão de toneladas, ante 1,230 bilhão de toneladas registradas no ciclo anterior.
Para a América do Sul, o USDA revisou para cima a produção de milho do Brasil na safra 2025/26, de 131 para 132 milhões de toneladas. O ajuste foi parcialmente compensado por um corte de 1 milhão de toneladas na estimativa da safra argentina, reduzida para 52 milhões de toneladas.
Trigo
O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou em alta de 3,75 pontos e 0,63%, cotado a US$ cents 594,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês subiu 6,00 pontos e 0,99%, a US$ cents 614,75/bushel.
Por outro lado, ambos os vencimentos acumulam perdas na parcial da semana de 3,57% e 1,40%, nesta ordem.
O trigo encontrou suporte nas preocupações com o fluxo de commodities agrícolas no Oriente Médio, diante da intensificação do conflito na região.
Além disso, condições climáticas adversas também seguem no radar do mercado. A seca tem avançado nas áreas de produção de trigo de inverno nas planícies dos Estados Unidos, o que gera incertezas sobre o potencial produtivo da safra.