Dimensionado para analisar o dobro da safra nacional, estimada em 1,4 milhão de toneladas de algodão em pluma no ciclo 2016/17, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), começou os trabalhos para conquistar a certificação internacional.

Esse mês, representantes da Abrapa participaram de seminário montado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), para apresentar aos brasileiros o modelo estadunidense de classificação de algodão.
O CBRA é o laboratório central de verificação e padronização dos processos de classificação da fibra do Brasil, que atuará para garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nos diversos laboratórios instalados no País.
Nos EUA, a verificação da qualidade da fibra é garantida pelo governo, que avalia 100% da produção do país. No Brasil, os agricultores, por meio da Abrapa, com recursos do Instituto do Algodão Brasileiro (IBA), assumiram a tarefa de “rechecar” por amostragem 1% da safra nacional.
“A padronização e a verificação da qualidade do nosso algodão vão reforçar a credibilidade do produto no mercado internacional, com possíveis ganhos em remuneração para o produtor”, afirma o presidente da Abrapa, Arlindo Moura.