O dólar comercial fechou essa segunda-feira (6) em leve baixa de 0,27%, a R$ 5,1440. Na mínima do dia, o câmbio cedeu para R$ 5,1380; na máxima, avançou para R$ 5,1570.

 

Medidas do governo influenciam mercado

Neste pregão, os investidores repercutiram as novas ações do governo federal para conter os impactos da alta do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou um pacote de medidas, incluindo: subvenção de R$ 0,80/litro para o diesel nacional; subsídio de R$ 1,20/litro para o diesel importado (com divisão de custos com estados); corte de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o biodiesel; e reforço na fiscalização pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

No campo macroeconômico, o Banco Central (BC) divulgou o Boletim Focus, com revisão para cima das projeções de inflação. O mercado passou a estimar o IPCA em 4,36% para 2026 e 3,85% para 2027, enquanto as expectativas para crescimento do PIB, câmbio e taxa de juros foram mantidas.

Já a S&P Global informou que o PMI Composto do Brasil recuou de 51,3 em fevereiro para 49,9 em março, sinalizando leve contração da atividade. O PMI de Serviços também caiu, de 53,1 para 50,1.

 

Geopolítica segue influenciando o petróleo

No cenário internacional, o mercado acompanhou a rejeição de um plano de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão, o que voltou a elevar os preços do petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a adotar um tom duro, ameaçando intensificar os ataques caso não haja um acordo considerado satisfatório até está terça-feira (7), o que mantém elevada a incerteza global e a volatilidade nos mercados.