Às 8h56 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), o contrato de maio do petróleo WTI disparava 7,67% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 103,98/barril. O vencimento de junho para o Brent avançava 7,35% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 102,20/barril.

Na última sessão (10), a commodity energética caiu 1,33% na Nymex, a US$ 96,57/barril, e 0,75% na ICE, a US$ 95,20/barril.

Nesta manhã, o mercado reage à falta de acordo nas negociações realizadas no Paquistão durante o fim de semana, frustrando expectativas de avanço diplomático entre Washington e Teerã.

Com isso, aumentam os temores de uma crise prolongada de abastecimento, especialmente diante da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, que já dura mais de um mês.

Segundo estimativas do mercado, o conflito já resultou em cortes de aproximadamente 11 milhões de barris por dia na oferta de produtores do Golfo, ampliando o risco de desequilíbrio global entre oferta e demanda.

Diante desse cenário, cresce a expectativa de que a Agência Internacional de Energia (AIE) coordene nova liberação de estoques estratégicos para conter a escalada dos preços.

No domingo (12), o presidente Donald Trump afirmou que a Marinha dos EUA iniciará o bloqueio do Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que a operação começará nesta segunda-feira e abrangerá todo o tráfego marítimo que entra ou sai de portos iranianos, incluindo instalações no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Segundo o governo americano, a medida será aplicada de forma “imparcial” a embarcações de todas as nacionalidades.

Sem perspectiva de resolução no curto prazo, investidores voltam a precificar um cenário de choque prolongado na energia global, com impactos potenciais sobre inflação, atividade econômica e cadeias logísticas em escala internacional.