Às 9h13 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), o dólar comercial operava em leve alta de 0,32%, cotado a R$ 5,0250.

Na última sessão (10), o câmbio cedeu 1,05%, a R$ 5,0090, com desvalorização acumulada de 2,89% na semana.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,30%.

 

Escalada geopolítica aumenta aversão ao risco

Nesta manhã, o mercado reage à deterioração do conflito no Oriente Médio após o fracasso das tratativas diplomáticas entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã.

A nova escalada fez o petróleo voltar a superar os US$ 100 por barril, reacendendo preocupações com inflação global e oferta de energia. Segundo estimativas do mercado, o bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz já retirou cerca de 11 milhões de barris por dia da oferta de produtores do Golfo.

No domingo (12), o presidente Donald Trump afirmou que a Marinha dos EUA iniciará operações de bloqueio em Ormuz. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que a ação abrangerá embarcações que entrarem ou saírem de portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

 

Focus e inflação no radar doméstico

No cenário interno, investidores repercutem a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC), com dados coletados até a última sexta-feira (10).

De mais relevante, o mercado ajustou a mediana das projeções para o IPCA de 2026 de 4,36% para 4,71%, enquanto a estimativa para 2027 avançou de 3,85% para 3,91%.

Também no foco está a nova pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, que mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em um cenário de disputa presidencial, embora dentro da margem de erro, configurando empate técnico.