O dólar comercial fechou essa segunda-feira (13) em leve baixa de 0,28%, a R$ 4,9950. Essa é a primeira vez que o câmbio fica abaixo dos R$ 5,00 desde março de 2024. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 4,9810; na máxima, subiu para R$ 5,0370.

 

Oriente Médio segue no radar

Neste pregão, marcado por forte volatilidade, os investidores acompanharam novos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O mercado iniciou o dia em aversão ao risco após o fracasso das negociações de paz entre os dois países no fim de semana, mas o sentimento melhorou ao longo da sessão após novas declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que o Irã busca um entendimento diplomático.

Trump reiterou, porém, que não aceitará qualquer acordo que permita a Teerã manter capacidade de desenvolver armas nucleares.

Apesar do tom mais conciliador, passou a vigorar hoje o novo bloqueio ao Estreito de Ormuz conduzido pela Marinha dos EUA, medida anunciada após o fracasso das tratativas diplomáticas.

Rússia, China e União Europeia criticaram tanto Washington quanto Teerã pela obstrução da rota marítima, considerada estratégica para o comércio global de energia. O petróleo voltou a subir e permaneceu próximo de US$ 100 por barril.

 

Focus pressiona expectativas de inflação

No cenário doméstico, investidores repercutiram a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC).

De mais relevante, o mercado ajustou a mediana das projeções para o IPCA de 2026 de 4,36% para 4,71%, enquanto a estimativa para 2027 avançou de 3,85% para 3,91%.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o governo deve enviar ao Congresso ainda nesta semana um projeto relacionado ao fim da escala de trabalho 6×1. Antes disso, Lula deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir o tema.