Às 9h36 (horário de Brasília) desta quarta-feira (8), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve baixa de 1,00 ponto e 0,09%, cotado a US$ cents 1.157,25/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 0,54%. O vencimento de julho recuava 1,50 ponto e 0,13%, a US$ cents 1.173,00/bushel – perda semanal de 0,59%.
Na véspera (7), os futuros fecharam em queda, com recuo de 0,73% para o de maio, a US$ cents 1.158,25/bushel, e perda de 0,74% para o de julho, a US$ cents 1.174,50/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo desvalorizava expressivos 3,27%, enquanto o farelo subia 0,51%.
Cessar-fogo no Oriente Médio pressiona ativos
Nesta manhã, o mercado reage ao acordo de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, que provocou uma queda superior a 15% nas cotações do petróleo, levando o Brent para próximo de US$ 100 por barril.
A desvalorização reduz a competitividade dos biocombustíveis, impactando negativamente o complexo soja, já que a oleaginosa é matéria-prima para biodiesel.
Paralelamente, os investidores seguem se preparando para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), prevista para amanhã (9).
A expectativa do mercado é de manutenção dos estoques norte-americanos e leve aumento nos estoques globais, além de ajustes pontuais na safra sul-americana.
Safra brasileira reforça pressão de oferta
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 está em fase final, com cerca de 80% da área colhida, segundo a DATAGRO Grãos.
A consultoria projeta produção recorde de 182,5 milhões de toneladas, reforçando o cenário de ampla oferta global.