Às 9h26 (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava moderada baixa de 10,00 pontos e 0,85%, cotado a US$ cents 1.161,00/bushel, mas com ganho na parcial da semana de 0,15%. O vencimento de julho recuava 9,50 pontos e 0,80%, a US$ cents 1.176,50/bushel – avanço semanal de 0,11%.

No último pregão (31), os futuros fecharam em alta, com avanço de 0,97% para o de maio, a US$ cents 1.171,00/bushel, e ganho de 0,94% para o de julho, a US$ cents 1.186,00/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo recuavam 1,39% e 0,32%, nesta ordem.

 

Queda do petróleo pressiona mercado

Nesta manhã, o mercado repercutia a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio à perspectiva de desescalada do conflito no Oriente Médio.

A redução das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã diminui a atratividade dos biocombustíveis, impactando diretamente a demanda por soja.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçaram esse movimento. O republicano afirmou que o país pode encerrar os ataques militares contra o Irã em duas ou três semanas e deve atualizar o cenário em pronunciamento previsto para às 22h.

 

EUA deve plantar mais soja em 2026/27

Os investidores continuam repercutindo os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre área plantada e estoques.

Para a safra 2026/27, os produtores norte-americanos devem semear 34,27 milhões de hectares com soja, alta de 4% frente ao ciclo anterior, mas abaixo da expectativa do mercado, de 34,60 milhões de hectares.

Já os estoques em 1º de março somaram 57,28 milhões de toneladas, acima da projeção de 56,50 milhões de toneladas.

 

Safra brasileira segue no radar

Os investidores também acompanham o avanço da colheita no Brasil, que caminha para uma safra recorde.

Segundo a DATAGRO Grãos, menos de 25% da área ainda permanece por colher, com dados atualizados até a última sexta-feira (27).

No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 83%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 76,3%.