Às 9h22 (horário de Brasília) desta terça-feira (31), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOToperava em leve alta de 2,25 pontos e 0,19%, cotado a US$ cents 1.162,00/bushel, mas com perda na parcial do mês de 0,75%. O vencimento de julho avançava na mesma intensidade, a US$ cents 1.177,25/bushel – perda no mês de 0,47%.

No último pregão (30), os futuros fecharam em direções opostas, com avanço de 0,04% para o de maio, a US$ cents 1.159,75/bushel, mas queda de 0,02% para o de julho, a US$ cents 1.175,00/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo e o farelo subiam 0,03% e 0,35%, nesta ordem.

 

Mercado aguarda relatório de plantio e estoques

Nesta manhã, os investidores se posicionam antes da divulgação do relatório anual de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a próxima temporada, além dos dados trimestrais de estoques, com base em 1º de março. Ambos os documentos serão divulgados às 13h.

A expectativa do mercado aponta para uma redução na área de milho, pressionada pelos custos elevados, com possível migração para a soja.

O consenso da DATAGRO Grãos indica estoques cerca de 9% acima do registrado no mesmo período do ano passado, além de aumento de 1,7 milhão de hectares na área plantada, totalizando 34,6 milhões de hectares na nova safra.

 

Petróleo sustenta preços, mas exportações limitam ganhos

No cenário externo, as incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio — entre Estados Unidos, Israel e Irã — seguem elevando os preços do petróleo. O movimento favorece a produção de biocombustíveis, o que tende a sustentar a demanda por soja e outros grãos.

Por outro lado, o desempenho mais fraco das exportações norte-americanas limitava avanços mais expressivos. Segundo o USDA, os Estados Unidos embarcaram 586 mil toneladas de soja na semana encerrada em 26 de março, abaixo do intervalo esperado pelo mercado, que variava entre 600 mil e 1,25 milhão de toneladas.