O dólar comercial fechou essa segunda-feira (30) em leve alta de 0,27%, a R$ 5,2470. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,2670; na mínima, recuou a R$ 5,2240.

 

Política doméstica movimenta o câmbio

Neste pregão, no Brasil, o mercado repercutiu novas pesquisas eleitorais para a presidência da República e o governo de São Paulo.

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas aponta empate técnico em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 44,1%, e o senador Flávio Bolsonaro, com 45,2%.

Já pesquisa Atlas/Estadão indica o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 49,1% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42,1% do ex-ministro Fernando Haddad.

Além disso, o Partido Social Democrático (PSD) anunciou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à presidência.

 

Indicadores reforçam cautela econômica

Banco Central (BC) informou, por meio do Boletim Focus, que as projeções de inflação (IPCA) para 2026 e 2027 foram revisadas para cima, projetadas em 4,31% e 3,84%, nesta ordem.

Mais cedo, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a manutenção de juros elevados funcionou como uma “gordura” para conter os impactos da guerra na economia.

Segundo ele, a política monetária segue um ritmo gradual, comparável a um “transatlântico”, e já mostra efeitos de desaceleração da atividade ao longo de 2026.

Ademais, o FGV Ibre reportou alta de 0,52% no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em março.

 

Geopolítica eleva aversão ao risco

No cenário internacional, persistem as incertezas com o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA poderão destruir completamente infraestruturas energéticas iranianas — incluindo usinas elétricas, poços de petróleo e a ilha de Kharg — caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto imediatamente.

As declarações ocorrem em meio à quinta semana de conflito e à avaliação, por parte do governo americano, do envio de tropas terrestres à região.

O aumento das tensões voltou a impulsionar os preços do petróleo, reforçando o ambiente de aversão ao risco nos mercados globais.