O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (27) em forte baixa de 14,50 pontos e 1,24%, cotado a US$ cents 1.159,25/bushel, com perda na semana de 0,17%. O vencimento de julho cedeu 14,25 pontos e 1,20%, a US$ cents 1.175,25/bushel – recuo semanal de 0,11%.

Em relação aos derivados, o óleo e farelo desvalorizaram respectivos 0,90% e 2,30%.

 

Ajuste antes do relatório do USDA

Neste pregão, os agentes promoveram reposicionamento antes da divulgação das estimativas de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para a próxima terça-feira (31).

O consenso do mercado aponta para aumento na área de soja nos EUA, impulsionado pela migração de áreas de milho e trigo, em meio à alta recente dos custos de fertilizantes — reflexo da guerra no Oriente Médio e dos impactos logísticos no Estreito de Ormuz.

 

Brasil pressiona cotações

Outro fator de pressão veio do Brasil, com forte ritmo de exportações e projeções de recorde de embarques em março.

Segundo a DATAGRO Grãos, a colheita da safra 2025/26 atingiu 68,8% da área cultivada até 20 de março. No mesmo período do ano passado, o índice era de 76,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 70,0%.

Demanda e biocombustíveis limitam perdas

As perdas foram parcialmente limitadas por uma nova venda reportada pelo USDA de 105 mil toneladas para destino desconhecido, sinalizando demanda internacional aquecida.

Além disso, a Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA) confirmou novos volumes do Padrão de Combustível Renovável para 2026 e 2027, com aumento nas metas de biocombustíveis avançados — fator que tende a ampliar a demanda por óleo de soja nos EUA.

 

Geopolítica segue no radar

No cenário externo, o mercado segue atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou possíveis negociações para encerrar o embate, enquanto autoridades do Irã negaram conversas com Washington.