Às 9h05 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27), o dólar comercial anotava leve alta de 0,30%, cotado a R$ 5,2720, mas com desvalorização na parcial da semana de 0,64%.
Na véspera (26), o câmbio subiu 0,75%, a R$ 5,2560.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,27%.
Geopolítica sustenta aversão ao risco
Nesta manhã, o mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a prorrogação do prazo para possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana, estendendo a pausa até 6 de abril.
Apesar disso, o cenário permanece indefinido, após o governo iraniano sinalizar que não pretende negociar diretamente com Washington, mesmo avaliando propostas de cessar-fogo.
O conflito já impacta o ambiente político nos EUA, com reflexos no custo dos combustíveis e potenciais efeitos nas eleições de meio de mandato.
Além disso, reportagens indicam que o Pentágono avalia o envio de até 10 mil soldados adicionais para o Oriente Médio, elevando as tensões na região.
Mercado de trabalho no radar doméstico
No Brasil, os investidores repercutem dados do IBGE, que mostraram taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro.
A força de trabalho somou 108,4 milhões de pessoas, permanecendo estável tanto na comparação trimestral quanto anual.
No campo político, o mercado aguarda novas pesquisas eleitorais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agenda com ministros, incluindo Alexandre Silveira e Dario Durigan, além de outras autoridades, o que também segue no radar dos investidores.