O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (25) em forte alta de 16,75 pontos e 1,45%, cotado a US$ cents 1.171,75/bushel, com avanço parcial na semana de 0,90%. O vencimento de julho subiu 16,25 pontos e 1,39%, a US$ cents 1.187,75/bushel – ganho semanal de 0,96%.

Em relação aos derivados, o óleo subiu 2,08%, enquanto o farelo recuou 0,81%.

 

Encontro entre Trump e Xi tem nova data

Neste pregão, os preços da soja foram beneficiados pela notícia do reagendamento do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, para os dias 14 e 15 de maio.

O encontro entre os chefes de estado é muito aguardado pelos comerciantes norte-americanos, tendo em vista o acordo firmado entre Washington e Pequim em outubro do ano passado, no qual foi acordado ampliar as compras de soja pelo gigante asiático.

 

Geopolítica segue no radar

O mercado também acompanha os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Os preços do petróleo chegaram a cair mais de 5% diante de sinais de possível negociação para encerrar o conflito, após declarações do presidente Donald Trump sobre um plano de acordo.

Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar qualquer tratativa de paz, mantendo o cenário de incerteza e volatilidade nos mercados globais.

Para além da commodity energética, os investidores seguem de olho nas cotações de fertilizantes, também afetados pelo conflito na região. O crescente aumento do preço pode alterar a tomada de decisões de agricultores de todo o globo.

 

Biocombustíveis e vendas para exportação no radar

Os investidores aguardam ainda as novas orientações sobre as metas revisadas de mistura de biocombustíveis nos EUA, previstas para o final do mês, o que pode aumentar a demanda por matérias-primas como o óleo de soja.

Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga amanhã (26) o seu relatório semanal de vendas para exportação, o que pode dar novas pistas sobre a demanda internacional pela oleaginosa norte-americana.