Às 10h10 (horário de Brasília) desta quarta-feira (25), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve baixa de 2,25 pontos e 0,49%, cotado a US$ cents 460,25/bushel; o de julho recuava 1,75 ponto e 0,37%, a US$ cents 470,75/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulam perdas de pouco mais de 1%.
Ontem (24), os vencimentos subiram 0,65% e 0,43%, a US$ cents 462,50/bushel e a US$ cents 472,50/bushel, respectivamente.
Os preços do cereal seguem respondendo à volatilidade do mercado de petróleo, que exerce influência direta na competitividade do etanol à base de milho produzido nos Estados Unidos. Nesta manhã, o combustível fóssil recuava mais de 4% no mercado internacional, pressionado pela informação de que os Estados Unidos enviaram uma proposta de 15 pontos para o Irã, com o objetivo de encerrar o conflito no Oriente Médio.
Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará dados semanais de produção e estoques de etanol do país norte-americano.
Antes do início da safra 2026/27 nos Estados Unidos, o mercado segue com as atenções voltadas ao Brasil e à Argentina, importantes players no mercado mundial de milho.
Por aqui, a semeadura do milho de inverno se encontra virtualmente encerrada, com as condições climáticas nos próximos dias devendo trazer mais clareza sobre o real tamanho da segunda safra. A DATAGRO projeta uma colheita de 116 milhões de toneladas, o que deve resultar numa produção de 144 mi de t ao final da temporada 2025/26, somando com a safra de verão.
Na Argentina, a atualização mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve a projeção de que os produtores colherão um recorde de 57 mi de t de milho no ano agrícola 2025/26, volume acima das 52 mi de t esperadas pelo USDA. Por lá, a colheita alcançou 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde a produtividade é satisfatória.
No radar, o anúncio das novas misturas de biocombustíveis nos Estados Unidos, que deve ser feito em breve pelo governo, bem como a divulgação do relatório anual de intenção de plantio nos EUA da safra 2026/27, agendado para o dia 31 deste mês.