O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (25) em forte alta de 4,75 pontos e 1,03%, cotado a US$ cents 467,25/bushel. O vencimento de julho avançou 5,25 pontos e 1,11%, a US$ cents 477,75/bushel.

Na parcial da semana, os contratos acumulam ganhos de 0,38% e 0,37%, nesta ordem.

 

Expectativa de menor área impulsiona mercado

Neste pregão, os preços foram sustentados pela expectativa de redução na área plantada com milho nos Estados Unidos na safra 2026/27, que se inicia entre abril e maio.

Os primeiros dados oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos serão divulgados na próxima terça-feira (31), aumentando a cautela dos investidores e incentivando a recomposição de posições.

 

Política de combustíveis reforça demanda

Também contribuiu para a alta a decisão do governo norte-americano de flexibilizar regras para combustíveis, permitindo a venda de gasolina com até 15% de etanol (E15).

A medida, anunciada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), tende a elevar a demanda por etanol e, consequentemente, por milho — principal matéria-prima do biocombustível nos EUA.

 

Geopolítica segue no radar

O mercado também acompanha os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Os preços do petróleo chegaram a cair mais de 5% diante de sinais de possível negociação para encerrar o conflito, após declarações do presidente Donald Trump sobre um plano de acordo.

Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar qualquer tratativa de paz, mantendo o cenário de incerteza e volatilidade nos mercados globais.