O dólar comercial fechou essa terça-feira (24) em leve alta de 0,21%, a R$ 5,2510. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,2780; na mínima, atingiu R$ 5,2410.

 

Guerra mantém volatilidade nos mercados

Neste pregão, o movimento do câmbio refletiu as incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Enquanto o governo norte-americano sinaliza possíveis avanços nas negociações com Teerã, o Irã nega qualquer diálogo, e autoridades israelenses avaliam que um acordo de paz é improvável no curto prazo.

Paralelamente, uma matéria da Reuters indica que o Pentágono deve enviar milhares de soldados adicionais para a região, ampliando o esforço militar.

Com o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — ainda sob risco, investidores voltam a precificar possíveis restrições na oferta global de energia.

Como reflexo dos efeitos da guerra, a popularidade do presidente Donald Trump atingiu o menor nível de seu segundo mandato, segundo pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada hoje.

 

Copom segue no radar no Brasil

No Brasil, os investidores acompanharam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que confirmou o início do ciclo de cortes de juros.

O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, destacando que a decisão ocorreu em meio a elevada incerteza global e inflação ainda acima da meta.

No radar político, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias para tratamento de broncopneumonia.