Às 9h20 (horário de Brasília) desta terça-feira (24), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em moderada baixa de 7,25 pontos e 0,62%, cotado a US$ cents 1.156,25/bushel. O vencimento de julho recuava 7,00 pontos e 0,59%, a US$ cents 1.172,00/bushel.
Ontem (23), os futuros avançaram 0,19% e 0,21%, a US$ cents 1.163,00/bushel e a US$ cents 1.179,00/bushel, respectivamente.
Nesta manhã, os preços da soja em grão eram pressionados pela queda de quase 1% do óleo. O farelo, por sua vez, operava em estabilidade com viés de alta. Também repercutia o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com alta de 0,20% do DXY, fator que reduz a competitividade das exportações dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura do país norte-americano (USDA) divulgou na véspera que as inspeções de soja para exportação totalizaram 1,102 milhão de toneladas na semana encerrada em 19 de março, volume acima do registrado na semana anterior e em igual período do ano passado.
No acumulado do ano comercial 2025/26, iniciado em 1º de setembro, os embarques norte-americanos de soja somam 29,182 milhões de tonelada, contra 39,957 milhões de toneladas em igual recorte do ciclo passado.
O mercado também segue de olho no adiamento do encontro entre os presidentes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping, que estava previsto para o final deste mês. A expectativa é de que os dois líderes possam se reunir entre cinco e seis semanas e discutir novas parcerias no setor agrícola, sobretudo envolvendo a compra de soja norte-americana.
Dados recentes da alfândega chinesa mostram que o país asiático desembarcou 1,49 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos no primeiro bimestre do ano, queda de 85% na comparação anual.
No radar, a colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil, que entra em seu terço final, com as expectativas de safra recorde sendo mantidas. A DATAGRO Grãos projeta uma produção de 182,5 milhões de toneladas, acima das 180 milhões de toneladas previstas pelo USDA.
Na Argentina, os trabalhos de colheita ainda não tiveram início. Segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), as chuvas registradas na última semana em grande parte da área agrícola do país melhoraram as condições das lavouras antes do começo dos trabalhos.