Às 09h46 (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em viés de alta (+0,25 pontos e 0,02%), cotado a US$ cents 1.161,50/bushel. O vencimento de julho avançava 1,25 ponto e 0,11%, a US$ cents 1.177,75/bushel.

No último pregão (20), os ativos fecharam no campo negativo, com recuo de 0,62% para o vencimento de maio, cotado a US$ cents 1.161,25/bushel, e de 0,57% para o de julho, a US$ cents 1.176,50/bushel. Na semana, ambos os ativos acumularam perdas de 5,22% e 4,93%, nesta ordem.

Em relação aos derivados, o farelo e o óleo desvalorizavam 0,09% e 0,53%, respectivamente.

 

Ajuste de posições dá suporte

Nesta manhã, os preços são sustentados por um movimento de ajuste técnico após as quedas expressivas da semana anterior.

Além disso, a desvalorização do dólar frente às principais moedas globais, com queda de 0,29% do DXY, favorece a competitividade das exportações norte-americanas.

Mais tarde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o seu relatório semanal de embarques, o que deve dar novas pistas sobre a demanda pela oleaginosa.

 

Petróleo limita avanço

O avanço da soja era contido pela forte queda do petróleo no mercado internacional, após sinalizações de redução das tensões no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que adiou por cinco dias os ataques a instalações energéticas do Irã, após negociações consideradas produtivas.

A queda do petróleo reduz o suporte indireto às commodities agrícolas, já que grãos e oleaginosas são amplamente utilizados na produção de biocombustíveis.

 

Demanda e fluxo global no radar

No radar, o mercado acompanha o ritmo acelerado de exportações da Argentina, segundo a Bolsa de Cereais de Rosário (BCR), enquanto que no Brasil, a China flexibilizou as regras sobre presença de ervas daninhas em cargas de soja brasileira.