O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (23) em leve alta de 2,25 pontos e 0,19%, cotado a US$ cents 1.163,00/bushel. O vencimento de julho subiu 2,50 pontos e 0,21%, a US$ cents 1.179,00/bushel.
Em relação aos derivados, o óleo valorizou 0,11%, enquanto que o farelo cedeu 0,43%.
Demanda e câmbio dão suporte
Neste pregão, o mercado foi sustentado pela combinação de demanda internacional aquecida e pela desvalorização do dólar frente às principais moedas globais. O índice DXY recuou 0,44% no dia, favorecendo a competitividade das exportações dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou uma venda pontual de 161,12 mil toneladas de soja para o México.
Já os embarques norte-americanos, até 19 de março, somaram 1,102 milhão de toneladas, alta de 12,3% frente à semana anterior e dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 600 mil e 1,15 milhão de toneladas.
Petróleo segue influenciando
O mercado também acompanhou os desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que continua influenciando os preços do petróleo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que adiaria por cinco dias os ataques contra o Irã, mencionando a possibilidade de negociações. Inicialmente, a sinalização pressionou o petróleo, mas as negativas iranianas em dialogar com Washington limitaram o movimento de baixa.
A dinâmica segue no radar dos investidores, já que os grãos e oleaginosas são amplamente utilizados na produção de biocombustíveis, competindo diretamente com os combustíveis fósseis.
No radar, a Reuters reportou o administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), Lee Zeldin, afirmou que o anúncio sobre a cota de mistura de biocombustíveis nos EUA será feito “antes do final do mês”.