O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (23) em forte baixa de 6,00 pontos e 1,29%, cotado a US$ cents 459,50/bushel; o vencimento de julho recuou 5,50 pontos e 1,16%, a US$ cents 470,50/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo tombo de mais de 10% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que irá suspender por cinco dias os bombardeios aéreos contra usinas de energia no Irã, após dois dias de “conversas muito boas e produtivas” para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as inspeções de milho para exportação totalizaram 1,700 milhão de toneladas na semana encerrada em 19 de março, volume levemente superior ao registrado na semana passada (1,671 mi de t) e no mesmo período de 2025 (1,548 mi de t). O desempenho veio dentro do intervalo projetado pelo mercado, de 1,400 a 2,050 mi de t.
No acumulado do atual ano comercial 2025/26, as exportações norte-americanas de milho somam 44,581 mi de t, montante 38% acima do embarcado na mesma época da temporada 2024/25 e 53% do total estimado pelo USDA para esta safra (83,802 milhões de toneladas).
O órgão também relatou uma venda individual de 102 mil toneladas do cereal para o México, com entrega programada para o ano comercial 2025/26.
Com a próxima safra dos EUA ainda distante, o mercado segue com as atenções voltadas para o Brasil e Argentina, importantes players no mercado mundial de milho.
A atualização mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém a projeção de que os produtores argentinos colherão um recorde de 57 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Por lá, a colheita alcançou 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde a produtividade é satisfatória.
No Brasil, a semeadura da safra de inverno se encontra virtualmente encerrada, enquanto a colheita do milho de verão segue atrasada em relação aos últimos anos. A expectativa se concentra agora sobre as chuvas de abril, que deverão definir o real tamanho da segunda safra brasileira, que responde por mais de 80% da oferta de milho do país.