Às 09h12 (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,11%, cotado a R$ 5,3010.
No último pregão (20), o câmbio subiu 1,73%, a R$ 5,3070, mas acumulou perda na semana de 0,15%.
Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava viés de alta.
Geopolítica segue no radar
Nesta manhã, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores acompanham os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que entra em sua quarta semana.
A escalada dos preços do petróleo, impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, elevou preocupações com a inflação global e reforçou apostas em juros mais altos nas principais economias.
No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu prazo para que o Irã reabra totalmente a rota marítima.
No entanto, hoje o republicano afirmou ter ordenado ao Departamento de Defesa a suspensão dos bombardeios aéreos contra instalações de energia iranianas por cinco dias.
Focus e juros no Brasil
No cenário doméstico, o Banco Central divulgou uma nova edição do Boletim Focus, com dados coletados até a última sexta-feira (20).
O relatório elevou a projeção da taxa Selic para 2026, de 12,25% para 12,50% ao ano, além de ajustes nas estimativas de inflação (IPCA) e câmbio para os próximos anos.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em decisão unânime.