Às 11h04 (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), o contrato de maio do café arábica negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava forte baixa de 1,31%, cotado a US$ 404,60 por saca de 60 kg. Já o vencimento de julho operava em estabilidade, a US$ 3674,55/sc.
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York, o contrato de maio recuava 0,92%, a US$ 307,15/sc, enquanto o de julho perdia de 0,94%, cotado a US$ 299,50/sc.
Nesta manhã, o mercado era pressionando pela perspectiva de uma ampla safra do Brasil.
Segundo a consultoria DATAGRO, o Brasil deverá colher 72 milhões de sacas de 60 kg de café na atual temporada, crescimento de 17,0% em relação à safra 2025/26. Individualmente, a produção de arábica alcançará 48 milhões de sacas (+31,5%) e da robusta 24 milhões de sacas (-4,0%).
Paralelamente, o mercado acompanha o sentimento do mercado de temor de que a guerra no Oriente Médio possa levar a um avanço da inflação das principais economias globais, tendo em vista a expressiva valorização do petróleo no mercado internacional.