O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (20) em moderada baixa de 7,25 pontos e 0,62%, cotado a US$ cents 1.161,25/bushel, com perda na semana de 5,22%. O vencimento de julho cedeu 6,75 pontos e 0,57%, a US$ cents 1.176,50/bushel – recuo semanal de 4,93%.

Em relação aos derivados, o farelo caiu 1,35%, enquanto que o óleo avançou 0,15%.

 

Dólar forte e petróleo volátil pressionam o mercado

Neste pregão, os preços foram pressionados pela valorização do dólar frente às principais moedas globais, com alta de 0,38% do DXY, fator que reduz a competitividade das exportações dos Estados Unidos.

Outro fator de baixa foi a volatilidade do petróleo no mercado internacional. A commodity iniciou o dia em queda e depois passou a subir no mercado internacional, adicionando um fator de incerteza sobre o mercado, à medida que os agentes acompanham os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

As cotações da commodity energética impactam diretamente o mercado de grãos e oleaginosas, já que esses produtos são amplamente utilizados na produção de biocombustíveis.

 

Safra brasileira no radar

O mercado também acompanha o andamento da colheita no Brasil. Segundo a DATAGRO Grãos, a safra 2025/26 atingiu 61,1% da área cultivada, abaixo dos 69,0% registrados no mesmo período do ano passado, mas próxima da média dos últimos cinco anos, de 61,6%.

Com a entrada do outono no Brasil, período que se estende até 21 de junho, as operações de colheita da soja e do milho de verão avançam para a fase final, enquanto o plantio do milho de inverno também se aproxima da conclusão.