Às 09h54 (horário de Brasília) desta sexta-feira (20), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em viés de baixa (-0,25 pontos e 0,02%), cotado a US$ cents 1.168,25/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 4,65%. O vencimento de julho apresentava estabilidade, a US$ cents 1.183,25/bushel – perda semanal de 4,38%.
Na véspera (18), os ativos fecharam no campo positivo, com ganho de 0,58% para ambos os contratos, cotados a US$ cents 1.168,50/bushel e US$ cents 1.183,25/bushel, nesta ordem.
Em relação aos derivados, o farelo recuava 0,99%, enquanto que o óleo subia 1,15%.
Nesta manhã, os preços eram pressionados por sinais de enfraquecimento da demanda internacional.
Segundo o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas externas de soja dos EUA somaram 298 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 350 mil e 800 mil toneladas.
Petróleo adiciona volatilidade
O mercado também reflete a volatilidade do petróleo no cenário internacional, em meio à guerra no Oriente Médio.
Mais cedo, o Brent recuava com notícias de que Estados Unidos e aliados podem aumentar a oferta global e restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz, reduzindo parte das preocupações com interrupções no fornecimento.
A dinâmica do petróleo influencia diretamente os preços de grãos e oleaginosas, já que essas commodities são amplamente utilizadas na produção de biocombustíveis.
Projeções globais no radar
Além disso, o mercado acompanha as estimativas do Conselho Internacional de Grãos (IGC).
O órgão projeta a produção global de soja em 426 milhões de toneladas na safra 2025/26, abaixo das 428 milhões estimadas anteriormente.
Para a temporada 2026/27, a expectativa é de uma safra ainda maior, de 442 milhões de toneladas.