Às 10h (horário de Brasília) desta sexta-feira (20), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava moderada baixa de 3,50 pontos e 0,75%, cotado a US$ cents 466,25/bushel; o de julho recuava 3,50 pontos e 0,73%, a US$ cents 476,50/bushel. Na semana, os vencimentos acumulam perdas de 0,21% e 0,37%, nesta ordem.
Ontem (19), os futuros subiram 1,40% e 1,16%, a US$ cents 469,75/bushel e a US$ cents 480,00/bushel, respectivamente. Nesta manhã, os preços do milho acompanhavam a queda generalizada do complexo grãos em Chicago, que era liderada pelo trigo.
O petróleo recuava levemente no mercado internacional, com traders repercutindo informações de que os Estados Unidos ganharam aliados em seu plano de liberar o Estreito de Ormuz, o que poderia aliviar a pressão sobre a oferta global do combustível. A desvalorização do combustível reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Limitando maiores perdas, o DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, recuava 0,50% nesta manhã.
O mercado também segue repercutindo as vendas semanais de milho para exportação, divulgadas ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e que vieram dentro do esperado.
Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 chegou a 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde os rendimentos são satisfatórios. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires segue sustentando sua estimativa de 57 milhões de toneladas, acima das 52 mi de t projetadas pelo USDA.
No Brasil, o plantio da segunda safra entra em reta final, alinhado com a média dos últimos anos. As chuvas de abril serão determinantes para definir o real tamanho da safrinha, que responde por mais de 80% da oferta nacional. Já a colheita do milho de verão ainda não alcançou metade da área cultivada, atrasada na comparação com a temporada passada e a média dos últimos anos.