Às 09h27 (horário de Brasília) desta quinta-feira (19), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 2,25 pontos e 0,19%, cotado a US$ cents 1.164,00/bushel, mas desvalorização na parcial da semana de 5,04%. O vencimento de julho avançava 2,50 pontos e 0,21%, a US$ cents 1.179,00/bushel – perda semanal de 4,75%.

Na véspera (18), os ativos fecharam no campo positivo, com alta de 0,41% para o de maio, cotado a US$ cents 1.161,75/bushel, e de 0,45% para o de julho, a US$ cents 1.176,50/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo subia 1,59%, enquanto que o óleo recuava 0,26%.

 

Valorização do petróleo sustenta o mercado

Nesta manhã, o principal fator de suporte vem da valorização do petróleo no mercado internacional, com o Brent chegando a bater US$ 119,00 por barril.

A disparada ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, após o Irã atacar instalações energéticas na região, em resposta a ofensivas anteriores envolvendo Estados Unidos e Israel.

O avanço do petróleo tende a beneficiar grãos e oleaginosas, já que essas commodities são utilizadas na produção de biocombustíveis, ampliando a demanda indireta.

 

Brasil no radar

Na América do Sul, o mercado acompanha as negociações entre Brasil e China sobre requisitos sanitários para exportações de soja.

Segundo operadores, exigências mais rigorosas impostas por Pequim têm atrasado embarques brasileiros em plena alta temporada, elevando custos logísticos e gerando preocupação quanto ao ritmo de fornecimento.

De acordo com a DATAGRO Grãos, a colheita da safra 2025/26 no Brasil alcançou 61,1% da área cultivada, abaixo dos 69,0% registrados no mesmo período do ano passado, mas próxima da média dos últimos cinco anos, de 61,6%.

 

Demanda internacional em foco

No radar, o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que deve trazer novos sinais sobre a demanda internacional pela soja norte-americana.