O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (19) em forte alta de 6,50 pontos e 1,40%, cotado a US$ cents 469,75/bushel, com ganho acumulado de 0,54% na parcial da semana. O vencimento de julho avançou 5,50 pontos e 1,16%, a US$ cents 480,00/bushel – valorização semanal de 0,37%.

Neste pregão, os preços do cereal foram novamente sustentados pela valorização do petróleo no mercado internacional, fator que eleva a competitividade do etanol norte-americano à base de milho. Além disso, o dólar se enfraqueceu diante das principais moedas globais, com o DXY cedendo 0,55% próximo ao encerramento das negociações na CBOT.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou os registros de vendas para exportação referentes à semana encerrada em 12 de março. De acordo com o órgão, os EUA comercializaram 1,172 milhão de toneladas de milho da safra 2025/26 na semana passada, volume inferior às 1,503 milhão de toneladas registradas na semana anterior, mas dentro do intervalo esperado pelo mercado.

No acumulado da atual temporada, as vendas externas norte-americanas somam 67,658 milhões de toneladas, volume 30% superior ao registrado no mesmo período da safra passada e equivalente a 81% da estimativa total do USDA, de 83,820 milhões de toneladas.

Com o início da safra 2026/27 dos EUA relativamente distante, o mercado se encontra também com as atenções voltadas para a América do Sul.

Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 chegou a 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde os rendimentos são bons. Já no Núcleo Sul, a colheita começa a ganhar impulso nesta semana, mas os primeiros resultados são piores.

No Brasil, o plantio da segunda safra entra em reta final, com o elevado volume de chuvas beneficiando as lavouras recém-implantadas, mas dificultando a conclusão dos trabalhos de semeadura em algumas áreas. Já a colheita do milho de verão ainda não alcançou metade da área cultivada, relativo atraso na comparação com a temporada passada e a média dos últimos anos.