Às 10h04 (horário de Brasília) desta quinta-feira (19), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrava moderada alta de 0,58%, cotado a R$ 72,92/saca. O vencimento de julho anotava leve avanço de 0,27%, cotado a R$ 70,99/sc. Na parcial da semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas de 3,12% e 0,63%, nesta ordem.
Na véspera (18), o vencimento de maio subiu 0,51%, cotado a 72,50/sc; o de julho avançou 0,75%, a R$ 70,80/sc.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pela valorização do câmbio, o que favorece as exportações do grão brasileiro, enquanto os contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam em alta, também contribuindo para o viés positivo.
Os agentes do mercado observam com atenção o progresso dos trabalhos de campo no Centro-Sul do Brasil, especialmente a finalização do plantio da segunda safra e o desenvolvimento das lavouras, que respondem por mais de 80% da oferta nacional. De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, até a última sexta-feira (13), a semeadura chegou a 89,3% da área projetada, ante 93,4% em igual altura da temporada 2024/25 e 87,0% na média plurianual.
No mesmo período, a colheita do milho de verão safra 2025/26 alcançou 44,1% da área cultivada, ritmo inferior ao observado em igual momento do ano passado e na média dos últimos cinco anos.
No radar, os desdobramentos do conflito militar no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã para os embarques brasileiros de milho. Em 2025, o país persa foi o destino de 22,2% dos envios do cereal.