Os preços do petróleo encerraram sem direção única no mercado internacional nesta quarta-feira (18). Por um lado, o contrato de maio do WTI negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) terminou em estabilidade com viés de baixa (-0,07%) cotado a US$ 95,46/barril. Já no movimento contrário, o vencimento para o mesmo mês do Brent avançou 3,83% na Intercontinental Exchange (ICE), negociado a US$ 107,38/barril. 

Pesando sobre as cotações, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram 6,156 milhões de barris na semana encerrada em 13 de março, para 449,3 milhões de barris. O mercado projetava uma baixa de 1,500 milhão de barris.

Além disso, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que o governo do país tem ciência de que os preços da gasolina subiram e que Washington irá anunciar medidas para responder ao aumento dos valores nas próximas 24 a 48 horas. 

Conforme informado pela Reuters, o governo Trump pretende retirar algumas regulações sobre a gasolina durante o verão norte-americano para controlar os preços.

Contudo, os preços continuam impactados pela continuidade da guerra no Oriente Médio, que está em seu 19º dia sem perspectivas para uma desescalada. De acordo com The Wall Street Journal, Israel atacou a maior instalação de processamento de gás iraniano, localizada na província de Bushehr. 

Em resposta, o governo de Teerã ameaçou bombardear instalações petrolíferas na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar. A administração persa também confirmou que o ministro da inteligência do país, Esmail Khatib, foi morto por um ataque israelense durante a madrugada.