Às 11h (horário de Brasília) desta terça-feira (17), os principais índices acionários de Wall Street registravam ganhos. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançava 0,60%, aos 47.227,75 pontos; o S&P 500 subia 0,47%, aos 6.730,62 pontos; e o Nasdaq se valorizava 0,40%, aos 22.463,84 pontos.
Por outro lado, no mercado de Treasuries, o rendimento do título de dois anos recuava de 3,686% para 3,676% ao ano. Já o rendimento do título de dez anos caía para 4.205 ao ano.
No campo corporativo, o Bank of America reiterou sua recomendação ao mercado para a compra de ações da SAP (SAP), classificando os temores sobre a disrupção causada pela Inteligência Artificial (IA) como “exagero”. Com isso, os papéis da companhia operavam com ganhos de 0,10% na abertura.
Os agentes do mercado seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A principal preocupação dos mercados está relacionada ao Estreito de Ormuz, corredor logístico por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. O canal permanece fechado pelas forças iranianas, com autorização de passagem apenas para embarcações de países que não participam diretamente do conflito.
Após um breve alívio nas tensões, o Irã voltou a realizar ataques contra os Emirados Árabes Unidos e o Catar, enquanto Israel intensificou ofensivas contra alvos iranianos e no Líbano.
Paralelamente, os EUA negociam a formação de uma coalizão internacional para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. No entanto, países como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália já sinalizaram que não devem participar da ação.
No cenário macroeconômico, o mercado aguarda a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed), amanhã (18), em que será decidido o futuro dos juros dos EUA.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, mais de 99% dos investidores acreditam que a autarquia manterá a taxa no intervalo, entre 3,50% e 3,75% ao ano.