Às 09h33 (horário de Brasília) desta terça-feira (17), o contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em leve alta de 3,00 pontos e 0,26%, cotado a US$ cents 1.158,25/bushel; o vencimento de julho avançava 5,00 pontos e 0,43%, a US$ cents 1.172,50/bushel.

Na véspera (16), os ativos bateram o limite de baixa possível, com desvalorização de ambos os ativos em 5,71%, cotados a US$ cents 1.155,25/bushel e 1.167,50/bushel, nesta ordem.

Em relação aos derivados. o óleo disparava 2,06%, puxado pela valorização do petróleo no mercado internacional, enquanto que o farelo subia 0,10%.

 

Ajuste técnico e demanda sustentam recuperação

Nesta manhã, os preços eram beneficiados principalmente por um movimento de ajuste técnico, após a forte queda no pregão anterior. Além disso, sinais de demanda interna e externa aquecida nos Estados Unidos contribuíam para sustentar as cotações.

Dados da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (Nopa) indicam que o país processou 5,68 milhões de toneladas de soja em fevereiro, volume recorde para o mês e acima das expectativas do mercado, de 5,52 milhões de toneladas.

Já o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os exportadores norte-americanos embarcaram 966 mil toneladas de soja na semana encerrada em 12 de março, superando as projeções, que variavam entre 400 mil e 800 mil toneladas.

Entre os fatores externos, o mercado acompanha a redução nas ofertas de soja brasileira para a China, influenciada por inspeções fitossanitárias mais rigorosas e aumento dos custos de frete.

 

Acordo comercial incerto entre EUA e China mantém pressão sobre os ativos

Apesar da leve recuperação, o cenário ainda é de cautela. Persiste a preocupação com o possível adiamento ou cancelamento da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping.

A incerteza reduz as expectativas de maior demanda chinesa pela soja norte-americana, ponto-chave para o mercado, especialmente diante do acordo comercial firmado entre os dois países em outubro do ano passado, que previa aumento nas compras da oleaginosa pelo gigante asiático.