Milho apresenta leve alta em Chicago na manhã desta 3ª feira

Às 9h40 (horário de Brasília) desta terça-feira (17), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 1,25 ponto e 0,28%, cotado a US$ cents 455,25/bushel; o de julho avançava 1,00 ponto e 0,21%, a US$ cents 466,75/bushel.

Ontem (16), o spot caiu 2,84%, a US$ cents 454,00/bushel; enquanto o vencimento de julho recuou 2,61%, a US$ cents 465,75/bushel.

Nesta manhã, o mercado ajustava posições, após a queda generalizada do complexo grãos na véspera, puxada pela soja, que bateu seu limite de baixa, após ceder quase 6%.

Dando suporte aos preços do milho, o petróleo WTI voltava a subir na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que aumenta a competitividade do etanol produzido a partir do cereal. Já o DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, caía 0,10%.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem que as inspeções de milho para exportação somaram 1,959 milhão de toneladas na semana encerrada em 12 de março, contra 1,523 mi de t na anterior e 1,692 mi de t em igual período do ano passado.

No acumulado do ano comercial 2025/26, as exportações norte-americanas de milho somam 42,869 mi de t, volume 39% acima do embarcado na mesma época da temporada 2024/25 e 51% do total estimado para esta safra (83,802 milhões de toneladas).

O mercado também segue de olho nas safras sul-americanas. Na Argentina, a colheita se aproximou de 10% da área cultivada na última semana, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte e no Centro-Norte de Santa Fé.

No Brasil, a colheita da primeira safra segue atrasada devido ao elevado volume de chuvas no Centro-Sul, o que tem limitado a oferta interna no país sul-americano. Quanto à segunda safra – que responde por mais de 80% da produção brasileira – atrasos na colheita da soja estão colocando em risco a semeadura dentro da janela ideal em algumas regiões.