O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (1º) em moderada baixa de 2,75 pontos e 0,62%, cotado a US$ cents 444,00/bushel; o vencimento de setembro anotou forte recuo de 3,00 pontos e 0,66%, a US$ cents 452,75/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo clima favorável à finalização do plantio da safra 2026/27 de milho no Corn Belt e pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY operando em alta durante todo o dia.
Boletim diário do USDA indicou que o tempo seco seguiu predominando na região dos Grandes Lagos, enquanto pancadas de chuva e tempestades se espalharam pelo restante do Meio-Oeste.
“Embora as condições de cultivo no Meio-Oeste permaneçam, em sua maior parte, favoráveis para o milho e a soja, um período de seca de curto prazo se desenvolveu durante o mês de maio em partes do norte do Cinturão do Milho, estendendo-se até as regiões norte de Illinois e Indiana”, ressalta o departamento.
Daqui a pouco, o USDA publicará o boletim atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.
Mais cedo, o departamento informou que as inspeções de milho para exportação somaram 1,728 milhão de toneladas na semana encerrada em 28 de maio, volume 7,7% superior ao registrado na semana anterior e 5,0% acima do embarcado em igual período do ano passado. O desempenho veio dentro das projeções do mercado, que iam de 1,4 a 2,0 milhões de toneladas.
No acumulado do ano comercial 2025/26, os Estados Unidos embarcaram 61,942 milhões de toneladas de milho, volume 27% superior ao registrado no mesmo período da safra passada. O total já representa 74% das 83,824 milhões de toneladas projetadas pelo USDA para o atual ano comercial.
O petróleo avançou mais de 5% no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
No radar, o início da colheita da safra de inverno no Brasil, que deve alcançar 112 milhões de toneladas neste ciclo 2025/26, de acordo com a DATAGRO Grãos – a segunda safra responde por cerca de 80% da oferta brasileira do cereal.
Ainda na América do Sul, a colheita da safra argentina 2025/26 de milho perdeu força nas últimas semanas, com produtores concentrando os esforços nas lavouras de soja e aguardando uma redução de umidade nas áreas de milho.